Palestra de Abertura – Dia 27 de agosto, das 10:00 às 12:00.
Projeto Hippocampus: trajetória de uma ONG que luta pela conservação dos cavalos-marinhos.

Ministrante: Rosana Beatriz Silveira (Lattes)
Laboratório de Aquicultura Marinha

Surgimento e evolução da Instituição ao longo de 23 anos e a colaboração à conservação dos cavalos-marinhos no Brasil através da pesquisa científica, educação ambiental e parcerias. Exibição dos três morfotipos das espécies brasileiras.

Palestra II – Dia 28 de agosto, das 8:00 às 10:00
Mudanças Climáticas

Palestrante: Vinicius Fortes Farjalla (Lattes)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Mudanças no clima são uma realidade. Nesta palestra serão abordadas
evidências das mudanças nos regimes de chuva e precipitação no planeta,
consequências sobre a estrutura e o funcionamento de ecossistemas e,
finalmente, sobre o bem-estar humano. Será feita uma análise críticas dos
vencedores e perdedores com as mudanças climáticas e a importância do Brasil
neste contexto.

Palestra III –  Dia 29 de agosto, das 16:30 às 18:00
Turismo no Refúgio de Alcatrazes

Palestrante: Kelen Luciana Leite (Lattes)
ICMBIO Alcatrazes

O processo de planejamento e implementação do uso público no Refúgio de Alcatrazes foi
iniciado em 2016, prevendo a visitação por meio de mergulho autônomo, visita embarcada com
mergulho de flutuação e autorizações especiais para usos de baixo impacto, como eventos
náuticos. O processo de planejamento e implementação do uso público no Refúgio de
Alcatrazes vem se mostrando dinâmico e desburocratizado, com o uso de novas metodologias
de planejamento que permitiram um foco nas demandas prioritárias de gestão, com amplo
envolvimento dos atores e setores de interesse (ICMBio, 2017). As principais diretrizes
estabelecidas para a visitação, tanto no plano de manejo quanto no plano de uso público,
basicamente se resumem à busca de uma visitação pública que possibilite a valorização dos
ambientes e atributos protegidos sem interferências negativas sobre seus ambientes e espécies
endêmicas, ameaçadas e migratórias que são objeto de especial proteção.

Palestra IV  – Dia 30 de agosto, das 14:00 às 16:00
Hábitos alimentares e distribuição de espécies utilizando análise
isotópica

Palestrante: Prof. Adjunto Dr. Vladimir Eliodoro Costa (Lattes)
Centro de Isótopos Estáveis do Instituto de Biociências da UNESP Campus Botucatu

 Nas últimas décadas, estudos com
análises de isótopos estáveis permitiram identificar fontes de alimentação
primária e relação trófica entre espécies. A relação entre os isótopos de carbono
(?13C) e nitrogênio (?15N), além de fornecer informações sobre hábitos
alimentares e relação trófica, também pode fornecer indicações da origem
geográfica e habitats de espécies, podendo até indicar migração de espécies,
principalmente em ecossistemas aquáticos.

Palestra V  – Dia 30 de agosto, das 16:30 às 18:00
Desembaraçando o estabelecimento de plantas em sistemas costeiros arenosos: fatores bióticos e abióticos que determinam a germinação de Allagoptera arenaria (Arecaceae)

Palestrante: Luis Fernando Tavares de Menezes (Lattes)
Universidade Federal do Espírito Santo – CEUNES / DCAB

A taxa de germinação e o sucesso do estabelecimento de plantas em ambientes agressivos dependem da capacidade das sementes para resistir a condições ambientais desfavoráveis e evitar predadores. As planícies costeiras brasileiras, conhecidas como restingas, estão sujeitas a fatores ambientais que limitam seriamente o estabelecimento e a sobrevivência das plantas (por exemplo, salinidade, dessecação, oligotrofia, inundação, altas temperaturas e níveis de radiação). Testamos, em experimentos de campo e em laboratório, as condições de germinação e estabelecimento de Allagoptera arenaria, uma palmeira frequentemente encontrada em ecossistemas de restinga do sudeste brasileiro, e que tem um papel principal na dinâmica da comunidade de plantas. Nossos resultados mostraram que a ausência de mesocarpo, alta exposição à radiação e temperatura foram os principais responsáveis pela germinação das sementes. No campo, a maior taxa de germinação foi ligada a sementes nuas enterradas em áreas abertas. As altas temperaturas e/ou predação danificaram as sementes que permaneciam na superfície do solo, especialmente se estivessem perto da planta mãe e ao lado das pilhas de esterco feitas pelos dispersores. Sob condições controladas, as sementes apresentaram germinação ótima a 35 ºC. Portanto, a germinação e o estabelecimento de A. arenaria dependem tanto das condições ambientais quanto de uma rede de interações, incluindo vertebrados e invertebrados, que permitem a colonização de áreas duras e abertas em ecossistemas de restinga.

Palestra VI  – Dia 31 de agosto, das 08:00 às 10:00
Naufrágios do Brasil e biodiversidade

Palestrante: Mauricio Carvalho (Mais informações)

 No Brasil existem cerca de 2600 registrados dos quais cerca de 450 localizados e identificados, muitos desses pontos encontram-se em áreas de grande biodiversidade servindo como nicho ecológico para as locais.
A presença dos navios não só aumenta a frequência de organismos bentônicos e nectônicos como também protege a região circunvizinha da ação de redes de arrasto e até da pesca de linha, funcionando como um recife artificial.

Palestra de Encerramento  – Dia 31 de agosto, das 14:00 às 16:00
Ciência abaixo de zero: experiências e desafios de pesquisadores no Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR)

Palestrante: Fabiana Rodrigues Costa Nunes (Lattes)
Docente na Universidade Federal do ABC (UFABC) – Campus São Bernardo do Campo, e coordenadora do Grupo de Pesquisa de Paleontologia de Vertebrados e Comportamento Animal (CNPq) e do Laboratório de Paleontologia de Vertebrados e Comportamento Animal (LAPC – UFABC).

A desafiadora tarefa de levar a Ciência Brasileira ao continente gelado será apresentada a partir da experiência da pesquisadora/paleontóloga que integrou a 36ª OPERANTAR (Operação Antártica) do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). Na palestra, diversos aspectos da expedição serão abordados – desde o treinamento que capacita pesquisadores ao programa até a preparação e execução dos projetos na Antártica com o apoio logístico da Marinha do Brasil, incluindo todos os desafios e experiências que tornam a expedição incomparável, tanto do ponto de vista científico quanto pessoal.